
Maria desde toda a eternidade foi preparada pelo Pai para ser a Mãe do seu Filho feito homem. E para preparar “uma digna morada para o Redentor”, por méritos da morte do seu Filho na cruz, ela foi concebida no ventre de sua mãe (Sant´Ana) sem o pecado original que todos os homens herdam dos pais. Ela foi preservada do pecado original porque o Pai antecipou para ela a redenção, pois para Deus o tempo não é obstáculo.
O dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 08 de dezembro de 1854, onde ele definiu solenemente como de fé católica, a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, na Bula “Ineffabilis Deus”: “ Com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo, e com a Nossa, declaramos, pronunciamos e definimos: A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, ao primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isso deve ser criada firme e inviolavelmente por todos os fiéis” (n.14).
Por aí cai por terra os argumentos de muitos que dizem que Maria é uma mulher como outra qualquer, pois do ponto de vista da graça ele foi imune de todo pecado. Ela foi livre do pecado para que Jesus também fosse. Isto é, livre das cadeias do pecado, da morte e de Satanás, para poder vencê-lo e libertar a humanidade escrava. A festa litúrgica da Imaculada Conceição é realizada no dia 08 de dezembro.
A virgindade de Maria é um sinal fundamental do messianismo de Jesus e este e relembrado através do Profeta Isaías: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Is, 7,14)
O cumprimento da promessa profetizada por Isaías esta descrita no evangelho de São Lucas quando o Anjo Gabriel, o mensageiro de Deus, diz a Maria que ela é plena, cheia, transbordante de graça de Deus e não se podem colocar mais graças nela, pois já possui todas. Gabriel também menciona que o Senhor está com ela: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.”(Lc 1,28)
“ Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.”(Lc 1,31)
Este era o plano de Deus para Maria. Ela foi preparada desde o início para isso. No princípio, deus reuniu todas as águas e chamou de mar. Para nossa salvação, deus reuniu todas as graças e as chamou de Maria.
"O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.”(Lc, 1,35)
Tudo o que se realizou na Virgem Maria e através dela é obra do Espírito Santo. Ela e a única que pode ser chamada Mãe e Esposa de Deus. O Espírito Santo veio sobre ela e a enriqueceu, desde o momento da sua concepção, com a plenitude da Sua Graça, acima de todas as criaturas. Nela repousou o Espírito Santo em maior intensidade do que o narrado no antigo testamento (Ex 40, 39); fazendo-a seu Esposa, Rainha do Céu e da Terra.
Maria Santíssima é o templo vivo do Espírito Santo e o sacrário de Nosso Senhor Jesus Cristo: concebida sem o pecado original, pura e selada, virgem perpetuamente.
“És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti.
És um jardim fechado, minha irmã, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte selada.” (Cânt, 4,7.12)
Uma das partes da oração da Ave Maria e fundamentada nas palavras da visita de Isabel, sua prima, a Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!” (Lc 1, 42-43.45)
Após estas palavras de Isabel, Maria profetizou: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. (Lc 1, 46-49)
Deus realizou coisas grandiosas em Maria porque Ele quis, para a nossa salvação. A sua santa vontade é soberana e deve ser respeitada. Assim como Ele pode fazer das pedras Filhos de abraão. Deve haver um profundo respeito da nossa parte sobre ordem estabelecida por Deus no Universo e sobre as escolhas que Ele faz para realizar o seu designo de amor.
Já na vida pública de Jesus, “uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!”(Lc 11, 27-28)
Como aquela que gerou a palavra viva, o verbo encarnado de Deus em seu seio não poderia ser este exemplo? Jesus não queria dizer com isso que Maria não era bem aventurada só porque o trouxe em seu ventre e o amamentou, mas porque ouvia, acolhia, exercitava e produzia o fruto da nossa salvação (aquele que veio para dar a vida e a vida em abundância) que é o próprio Jesus.
"Oh Maria concebida sem pecado,
Rogai por nós que recorremos a vós!”
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