
Ainda refletindo sobre a figura de Moisés, mas nos espelhando em Jesus como nosso maior exemplo de servo, a Sagrada Escritura vem nos dizer que “o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos." (Mc 10,45)
Aprofundando mais sobre o ser servo encontramos na Epístola aos Filipenses uma passagem que vem nos falar da humildade e do serviço de Jesus: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”(Fl 2,6-8)
Neste capítulo encontramos quatro atitudes de Jesus que nos dão o verdadeiro exemplo de serviço:
1. “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus...”
Jesus encarnado não deixa de ser Deus. Ele tem uma realidade antológica, a realidade divina e humana presente na mesma pessoa. E sendo Ele encarnado do seio de Maria, tonado homem, menos no pecado, Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Todavia, em sua missão, Ele não se prevaleceu, no meio dos homens e da comunidade que vivia, da condição de ser Deus para ter privilégios pessoais, familiares ou sociais.
Não se prevalecer da condição divina. O que isso significa para nós? Significa que não podemos utilizar da nossa condição de coordenador (a), de leigo fiel na Igreja para termos privilégios pessoais. Ao contrário, o caminho do mundo seria esse: o grande diretor de uma empresa, o presidente de um grupo empresarial; é ele quem anda nos melhores carros, que viaja nos melhores aviões, quem veste a melhor roupa. É ele quem dorme e descansa nos melhores hotéis, quem come a melhor comida nos melhores restaurantes. E segundo o Evangelho, segundo a proposta de Jesus: aquele que ocupa a posição de coordenador, de estar à frente, de comando; é quem deve usar desta posição para servir os outros e não tirar proveito desta missão.
Quantas vezes, e não são poucas às vezes, que nos utilizamos de nossa posição para termos privilégios para nos mesmos? Dormir, talvez, na melhor cama, aparecer nos melhores encontros, fazermos as melhores palestras, tocarmos e cantarmos nos melhores festivais de música ou nos melhores shows. Utilizamos de nossa posição para contatos pessoais, vantagens pessoais. A proposta do Evangelho, de Jesus Cristo e que também Moisés nos mostra é que ser líder do povo, condutor do povo, é estar a serviço de todos.
Jesus não se prevaleceu de sua condição divina em nada. A primeira orientação para nós na vida de serviço é de não usarmos, não atribuirmos a nós mesmos nenhuma vantagem, nenhum privilégio porque ocupamos a coordenação, seja em uma pastoral, em um grupo ou em um movimento. Não prevalecermos desta condição.
2. “... mas aniquilou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens...”
Aniquilar-se a si mesmo quer dizer: despojar-se, anular-se, reduzir-se. Jesus ficou totalmente despojado de tudo, até mesmo daquilo que tinha direito porque era Deus. Aniquilou-se assumindo a condição de homem, tornando-se conhecido por toda a sociedade da época como homem, e faz mais assumindo a condição e a posição de escravo colocando-se a serviço de todos. Despojar-se: não ter apego a nada, desapegar-se. Não ter apego a posições, a condições financeiras, ter completo desapego.
É bem verdade que a nossa conversão vai muito bem quando não exige do nosso trabalho, da nossa família e do nosso dinheiro. Porque quando se mexe no nosso trabalho, na nossa família e nosso dinheiro parece que nossa conversão pára por causa que, verdadeiramente, no fundo do nosso coração são estes os tesouros da nossa vida. Infelizmente, com poucas exceções.
É preciso ter desapego. Todavia, quando se fala em desapego do trabalho, da família e do dinheiro não significar desatenção. Não quer dizer que devemos deixar de trabalhar, de cuidar, de nos esforçar para sermos bons profissionais. O dinheiro, a família e o trabalho têm de ser locais e instrumentos de evangelização para sermos testemunhas do Senhor. A família, em especial, é o grande local de testemunhar e evangelizar a presença de Deus em nossas vidas.
3. “... E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais...”
Humilhar-se é diferente de desvalorizar-se. Humilhar-se neste trecho quer dizer assumir o mais profundo significado da humildade porque Deus, sendo Deus, se encarnou e fez-se homem.
Há uma distância infinita entre Deus e o homem no que diz respeito à questão da perfeição e da santidade. Mas, mesmo assim, Ele assumiu a condição de homem e sendo reconhecido por todos como homem, fez-se escravo. Jesus humilhou-se, assumiu a mais humilde condição daquela época, assumiu a condição daquele que serve a todos.
Precisamos buscar a humildade. Não uma humildade relaxada, que nos desvaloriza, que não nos diz qual é a nossa posição, que não tem conseqüência na nossa vocação e nosso serviço. Devemos buscar aceitar e fazer a vontade de Deus. Humilde é aquele que aceita e faz a vontade de Deus, que cumpre os projetos do Senhor para sua vida. Que de agora em diante, possamos “discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 12, 2b)
4. “... tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”
Hoje, é extremamente necessária a obediência a vontade de Deus. E o homem que quer fazer a vontade de Deus é aquele que segue e escuta a orientação da Igreja. Principalmente, quando a Igreja fala em matéria de moral e de fé. Logo, o homem que faz a vontade do Senhor é aquele que serve a Igreja, é aquele que segue a orientação da Igreja em matéria de moral e fé. É o obedecer até as últimas conseqüências, pois “aqueles que a servem serão obedientes ao Santo; aqueles que a amam serão amados por Deus.” (Ecle 4,15)
A edificação que a Sagrada Escritura nos diz é: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.” Que possamos ser servos como Jesus foi. Que possamos ser filhos como Cristo foi.
Aprofundando mais sobre o ser servo encontramos na Epístola aos Filipenses uma passagem que vem nos falar da humildade e do serviço de Jesus: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”(Fl 2,6-8)
Neste capítulo encontramos quatro atitudes de Jesus que nos dão o verdadeiro exemplo de serviço:
1. “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus...”
Jesus encarnado não deixa de ser Deus. Ele tem uma realidade antológica, a realidade divina e humana presente na mesma pessoa. E sendo Ele encarnado do seio de Maria, tonado homem, menos no pecado, Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Todavia, em sua missão, Ele não se prevaleceu, no meio dos homens e da comunidade que vivia, da condição de ser Deus para ter privilégios pessoais, familiares ou sociais.
Não se prevalecer da condição divina. O que isso significa para nós? Significa que não podemos utilizar da nossa condição de coordenador (a), de leigo fiel na Igreja para termos privilégios pessoais. Ao contrário, o caminho do mundo seria esse: o grande diretor de uma empresa, o presidente de um grupo empresarial; é ele quem anda nos melhores carros, que viaja nos melhores aviões, quem veste a melhor roupa. É ele quem dorme e descansa nos melhores hotéis, quem come a melhor comida nos melhores restaurantes. E segundo o Evangelho, segundo a proposta de Jesus: aquele que ocupa a posição de coordenador, de estar à frente, de comando; é quem deve usar desta posição para servir os outros e não tirar proveito desta missão.
Quantas vezes, e não são poucas às vezes, que nos utilizamos de nossa posição para termos privilégios para nos mesmos? Dormir, talvez, na melhor cama, aparecer nos melhores encontros, fazermos as melhores palestras, tocarmos e cantarmos nos melhores festivais de música ou nos melhores shows. Utilizamos de nossa posição para contatos pessoais, vantagens pessoais. A proposta do Evangelho, de Jesus Cristo e que também Moisés nos mostra é que ser líder do povo, condutor do povo, é estar a serviço de todos.
Jesus não se prevaleceu de sua condição divina em nada. A primeira orientação para nós na vida de serviço é de não usarmos, não atribuirmos a nós mesmos nenhuma vantagem, nenhum privilégio porque ocupamos a coordenação, seja em uma pastoral, em um grupo ou em um movimento. Não prevalecermos desta condição.
2. “... mas aniquilou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens...”
Aniquilar-se a si mesmo quer dizer: despojar-se, anular-se, reduzir-se. Jesus ficou totalmente despojado de tudo, até mesmo daquilo que tinha direito porque era Deus. Aniquilou-se assumindo a condição de homem, tornando-se conhecido por toda a sociedade da época como homem, e faz mais assumindo a condição e a posição de escravo colocando-se a serviço de todos. Despojar-se: não ter apego a nada, desapegar-se. Não ter apego a posições, a condições financeiras, ter completo desapego.
É bem verdade que a nossa conversão vai muito bem quando não exige do nosso trabalho, da nossa família e do nosso dinheiro. Porque quando se mexe no nosso trabalho, na nossa família e nosso dinheiro parece que nossa conversão pára por causa que, verdadeiramente, no fundo do nosso coração são estes os tesouros da nossa vida. Infelizmente, com poucas exceções.
É preciso ter desapego. Todavia, quando se fala em desapego do trabalho, da família e do dinheiro não significar desatenção. Não quer dizer que devemos deixar de trabalhar, de cuidar, de nos esforçar para sermos bons profissionais. O dinheiro, a família e o trabalho têm de ser locais e instrumentos de evangelização para sermos testemunhas do Senhor. A família, em especial, é o grande local de testemunhar e evangelizar a presença de Deus em nossas vidas.
3. “... E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais...”
Humilhar-se é diferente de desvalorizar-se. Humilhar-se neste trecho quer dizer assumir o mais profundo significado da humildade porque Deus, sendo Deus, se encarnou e fez-se homem.
Há uma distância infinita entre Deus e o homem no que diz respeito à questão da perfeição e da santidade. Mas, mesmo assim, Ele assumiu a condição de homem e sendo reconhecido por todos como homem, fez-se escravo. Jesus humilhou-se, assumiu a mais humilde condição daquela época, assumiu a condição daquele que serve a todos.
Precisamos buscar a humildade. Não uma humildade relaxada, que nos desvaloriza, que não nos diz qual é a nossa posição, que não tem conseqüência na nossa vocação e nosso serviço. Devemos buscar aceitar e fazer a vontade de Deus. Humilde é aquele que aceita e faz a vontade de Deus, que cumpre os projetos do Senhor para sua vida. Que de agora em diante, possamos “discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 12, 2b)
4. “... tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”
Hoje, é extremamente necessária a obediência a vontade de Deus. E o homem que quer fazer a vontade de Deus é aquele que segue e escuta a orientação da Igreja. Principalmente, quando a Igreja fala em matéria de moral e de fé. Logo, o homem que faz a vontade do Senhor é aquele que serve a Igreja, é aquele que segue a orientação da Igreja em matéria de moral e fé. É o obedecer até as últimas conseqüências, pois “aqueles que a servem serão obedientes ao Santo; aqueles que a amam serão amados por Deus.” (Ecle 4,15)
A edificação que a Sagrada Escritura nos diz é: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.” Que possamos ser servos como Jesus foi. Que possamos ser filhos como Cristo foi.
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