terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os Serviços de Moisés: O Serviço da Palavra


“Moisés foi amado por Deus e pelos homens: sua memória é abençoada. O Senhor deu-lhe uma glória semelhante à dos santos; tornou-se poderoso e temido por seus inimigos. Glorificou-o na presença dos reis, prescreveu-lhe suas ordens diante do seu povo, e mostrou-lhe a sua glória. Santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. Pois (Deus) atendeu-o, ouviu sua voz e o introduziu na nuvem. Deu-lhe seus preceitos perante (seu povo) e a lei da vida e da ciência, para ensinar a Jacó sua aliança e a Israel seus decretos.” (Eclo 45, 1-6)
O quinto e último serviço básico que Moisés prestou ao povo de Israel foi o Serviço da Palavra. Que fique bem claro que não foram somente cinco serviços prestados por Moisés. Todavia, esses são os básicos.
O Serviço da Palavra, talvez, seja o serviço que mais qualifica Moisés e o mais importante que ele realizou. E de que maneira Moisés realizou este serviço?
A Palavra de Deus foi dirigida, levada ao povo da seguinte forma: Moisés ouvia o Senhor e aquilo que tinha ouvido de Deus ele falava para o povo. Em um segundo momento ele ouvia o povo e  falava das necessidades do povo para Deus.
Moisés era a referência de Deus para o povo. O que saia da boca de Moisés era a Palavra de Deus e o que chegava aos ouvidos de Deus era a palavra daquele povo, as necessidades de Israel. Muitas vezes ditas a Moisés em meio a murmurações e reclamações.
As palavras que Moisés dirigia ao povo eram palavras de edificação, de construção, de consolo. Palavras estas que edificavam, consolavam, exortavam, libertavam, convertiam, curavam e que conduziam o povo para Deus.
Quantos vezes entre nós membros de grupos, pastorais e movimentos da Igreja, as palavras que tem saído de nossa boca são palavras de murmuração,  divisão, confusão, reclamação, fofoca; isto é, palavras que não edificam, não constroem, não consolam, não convertem, que não colaboram para nossa própria santificação.
Moisés é um exemplo para nós do que devem ser nossas palavras ao sair de nossos lábios: palavras de edificação, construção, libertação, conversão, cura e consolação. É a Palavra de Deus que deve sair de nossa boca.
São Tiago em um famoso trecho bíblico diz: “Meus irmãos, não haja muitos entre vós a se arvorar em mestres; sabeis que seremos julgados mais severamente, porque todos nós caímos em muitos pontos. Se alguém não cair por palavra, este é um homem perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo. Quando pomos o freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, governamos também todo o seu corpo. Vede também os navios: por grandes que sejam e embora agitados por ventos impetuosos, são governados com um pequeno leme à vontade do piloto. Assim também a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Todas as espécies de feras selvagens, de aves, de répteis e de peixes do mar se domam e têm sido domadas pela espécie humana. A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim. Porventura lança uma fonte por uma mesma bica água doce e água amargosa? Acaso, meus irmãos, pode a figueira dar azeitonas ou a videira dar figos? Do mesmo modo a fonte de água salobra não pode dar água doce.” (Tg 3,1-12)
Observamos claramente nas palavras de São Tiago que a língua é um órgão difícil de ser domado pelo homem, porém ele também é um órgão feito por Deus e para Deus. É um grande instrumento para proclamarmos a vontade de Deus para nossos irmãos e para nós mesmos.
Que possamos seguir o conselho de São Paulo: “Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento.” (Col 3,8-10)
 Que o Senhor nos dê a graça de sermos instrumentos para o anúncio de Sua Palavra!

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