Geralmente pensamos da intercessão como uma oração por outra pessoa. Mas a intercessão envolve também oração contra os males que nos confrontam e aqueles por quem oramos. Ao interceder por alguém que está doente, por exemplo, nós não só oramos em favor da cura, mas também contra o mal da doença. Compreendida neste sentido, a intercessão é uma das nossas armas mais eficazes no combate espiritual da vida cristã. Pois a Sagrada Escritura deixa claro que todo seguidor de Jesus está, de fato, envolvido em batalha contra Satanás e seus espíritos malignos. “Sede sóbrios e vigilantes”, nos adverte a Primeira Carta de São Pedro. “Vosso adversário, o diabo, anda em redor como um leão que ruge, buscando quem devorar.” (1Pd 5,8)
Na igreja de hoje, podemos não ouvir falar muito dessa batalha. Alguns teólogos negam a existência mesma de espíritos malignos. No entanto, a Sagrada Escritura, a tradição cristã e a doutrina oficial da Igreja ensinam claramente que Satanás realmente existe, e que devemos estar em guarda contra seus ataques.
Há dois níveis em que enfrentamos as obras de Satanás. O primeiro é pessoal: o diabo tem uma bateria completa de tentações, medos, ansiedade, dúvidas, e mais, que ele usa contra nós. Nossa estratégia contra tais ataques é simples: “Submetei-vos a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4,7). O próprio Jesus resistiu à tentação de Satanás afirmando sua obediência a Deus. (Lc 4, 1-13).
Há dois níveis em que enfrentamos as obras de Satanás. O primeiro é pessoal: o diabo tem uma bateria completa de tentações, medos, ansiedade, dúvidas, e mais, que ele usa contra nós. Nossa estratégia contra tais ataques é simples: “Submetei-vos a Deus. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4,7). O próprio Jesus resistiu à tentação de Satanás afirmando sua obediência a Deus. (Lc 4, 1-13).
No entanto, Jesus não se deteve nesta sua vitória pessoal sobre a tentação. Ele continuou na ofensiva para libertar outros do poder de Satanás, afastando as trevas do pecado e do engano. E, também, nos chamou a unir-nos a ele nesta parte da batalha. Quando seus discípulos voltaram de sua primeira viagem missionária, ele se alegrou com eles, e disse: “Vi Satanás cair como um raio do céu. Eis que vos tenho dado poder para “caminhar sobre serpentes e escorpiões, e sobre a plena força do inimigo, e nada vos fará mal.” (Lc 10, 18-19).
Como lutamos esta parte de nossa batalha espiritual? Para a maioria de nós não terá dramáticos exorcismos ou ministério de libertação. Mas podemos dar golpes em Satanás pela intercessão ativa contra suas obras. Podemos combater em oração pela salvação daqueles que foram iludidos e desviados pelas mentiras de Satanás. Podemos intervir com o Senhor contra o ódio e o mal que Satanás espalha em todo o mundo.
Este tipo de intercessão nos envolve num estilo de oração mais ativo e agressivo. Não estamos simplesmente implorando a Deus que aja. Entramos direto no calor da própria batalha do Senhor pela salvação do mundo, exercendo a autoridade que ele nos confiou. Assumimos a armadura de Deus não apenas para nos defender, mas também para fazer avançar a causa do Evangelho contra todas as forças que a ele se opõem.
Leiamos Efésios 6, 10-20:
“Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!”
Paulo nos lembra que nossa verdadeira batalha não é contra poderes humanos, mas contra as “potestades e principados” que mantém nosso mundo na escuridão. Ele estava escrevendo para cristãos numa sociedade pagã, onde muitas pessoas viviam em trevas, acreditando que a vida era controlada por espíritos indiferentes ou mesmo hostis a felicidade humana.
Os cristãos experimentavam grande liberdade sabendo que não estavam mais sob o poder de tais espíritos. Estes mesmos “potestades e principados”representam hoje os sinais de uma escuridão espiritual que domina a vida humana separada de Cristo.
Paulo fala de “táticas do diabo”, e as seguintes passagens da Escritura descrevem algumas dessas táticas: O diabo é mentiroso e pai das mentiras (Jo 8,44); Satanás acusa o povo de Deus (Ap 12,10); satanás tenta corromper nossos pensamentos e afasta-nos de Jesus (2Cor 11,3); satanás se disfarça de bom – um anjo de luz (2Cor 11, 13-14); e satanás, por inveja, trouxe a morte ao mundo: ele quer destruir-nos.
Paulo descreve a “armadura de Deus”, primariamente com referência a nossa luta pessoal contra as tentações e ataques do maligno, mas precisamos da mesma armadura quando enfrentamos Satanás na intercessão. A armadura de Deus pode ajudar-nos a quebrar o domínio de Satanás sobre algumas das situações e pessoas por quem estamos rezando. Vejamos como:
Como lutamos esta parte de nossa batalha espiritual? Para a maioria de nós não terá dramáticos exorcismos ou ministério de libertação. Mas podemos dar golpes em Satanás pela intercessão ativa contra suas obras. Podemos combater em oração pela salvação daqueles que foram iludidos e desviados pelas mentiras de Satanás. Podemos intervir com o Senhor contra o ódio e o mal que Satanás espalha em todo o mundo.
Este tipo de intercessão nos envolve num estilo de oração mais ativo e agressivo. Não estamos simplesmente implorando a Deus que aja. Entramos direto no calor da própria batalha do Senhor pela salvação do mundo, exercendo a autoridade que ele nos confiou. Assumimos a armadura de Deus não apenas para nos defender, mas também para fazer avançar a causa do Evangelho contra todas as forças que a ele se opõem.
Leiamos Efésios 6, 10-20:
“Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!”
Paulo nos lembra que nossa verdadeira batalha não é contra poderes humanos, mas contra as “potestades e principados” que mantém nosso mundo na escuridão. Ele estava escrevendo para cristãos numa sociedade pagã, onde muitas pessoas viviam em trevas, acreditando que a vida era controlada por espíritos indiferentes ou mesmo hostis a felicidade humana.
Os cristãos experimentavam grande liberdade sabendo que não estavam mais sob o poder de tais espíritos. Estes mesmos “potestades e principados”representam hoje os sinais de uma escuridão espiritual que domina a vida humana separada de Cristo.
Paulo fala de “táticas do diabo”, e as seguintes passagens da Escritura descrevem algumas dessas táticas: O diabo é mentiroso e pai das mentiras (Jo 8,44); Satanás acusa o povo de Deus (Ap 12,10); satanás tenta corromper nossos pensamentos e afasta-nos de Jesus (2Cor 11,3); satanás se disfarça de bom – um anjo de luz (2Cor 11, 13-14); e satanás, por inveja, trouxe a morte ao mundo: ele quer destruir-nos.
Paulo descreve a “armadura de Deus”, primariamente com referência a nossa luta pessoal contra as tentações e ataques do maligno, mas precisamos da mesma armadura quando enfrentamos Satanás na intercessão. A armadura de Deus pode ajudar-nos a quebrar o domínio de Satanás sobre algumas das situações e pessoas por quem estamos rezando. Vejamos como:
· A verdade como cinturão em sua cintura: com amor confrontamos as pessoas ou situações com a verdade da Palavra de Deus. Agimos e falamos sobre e com as promessas de Deus, a verdade divina;
· A justiça como sua couraça: se há alguma coisa errada no mundo espiritual com a situação ou pessoa pela qual estamos orando; oramos até que venha a reconciliação, a justiça de Deus;
· O Zelo da propagação do evangelho da paz como calçado: nossa intercessão tem de ser motivada pela ânsia profunda e verdadeira de promover o Evangelho;
· A Fé como escudo: pela intercessão confiamos piamente que Deus é capaz e pode fazer tudo por aquela situação ou pessoa pela qual oramos;
· O Capacete da salvação: pela intercessão aceitamos o dom da salvação e submetamos nossa vontade ao senhorio de Jesus; e
· A Espada do Espírito, a Palavra de Deus: nossa intercessão é e deve ser guiada pela palavra de Deus, pelo Espírito Santo buscando sempre fazer a vontade e o desejo de Deus e esquecer minhas próprias idéias e vontades para aquela situação e ou pessoa pela oramos.
Uma vez equipados com a armadura de Deus estamos prontos para a ação em nossa batalha espiritual. E a maneira por que empreendemos a ação é a oração. Mas Paulo não quer dizer apenas orar uma vez por dia, num tempo determinado de oração, nem uma vez por semana, se não formos tão fiéis aquele tempo determinado. Eles nos diz para rezarmos em toda oportunidade, no Espírito, constante e atentamente.
Temos de pedir ao Senhor que inspire-nos com algumas idéias sobre como podemos “orar em toda oportunidade” e “orar constantemente”, como levar nossa oração a outros momentos do nosso dia.
Paulo pede especialmente orações por seu próprio ministério como apóstolo – alguém que proclame o evangelho aos outros. Devemos interceder regularmente pelos missionários, padres, evangelistas, professores de religião, e outros que foram encarregados desta tarefa e em resposta ao pedido de Paulo que pessoas ou situações específicas possam ser acrescentadas a nossa lista de intercessão para serem encorajadas a proclamarem o Evangelho.
“Rezem em toda oportunidade”, insiste São Paulo conosco. E, de novo: “Estejam vigilantes, com toda perseverança e súplica por todos os santos”.
A princípio, o pensamento de rezar constantemente pode parecer assustador. Afinal, a maioria das pessoas acha difícil bastante rezar apenas meia hora por dia. Precisamos seguir a direção do Espírito Santo quanto ao momento e como orar por nossas intenções regulares. Normalmente, não é possível espremê-las todas aí.
No entanto, de fato, orar “constantemente” e “em toda oportunidade” pode, realmente, ser mais fácil para alguém com uma agenda muito cheia do que conseguir um tempo fixo de oração. Tudo o que exige é atenção, de modo que você se lembre de rezar através do dia, e, talvez, alguma criatividade para ministrar sua oração com outras atividades.
Sabe-se de uma partilha de uma jovem que explicou como o Senhor a tinha ensinado a “orar incessantemente” em seu emprego temporário de verão, numa sorveteria. Disse ela: “Nas outras vezes, eu tentei orar enquanto trabalhava, mas nunca durava muito. Eu tentava dizer o “Pai-Nosso” ou a “Ave-Maria” enquanto aprontava o pedido do freguês. E logo tinha que parar e tentar lembrar se tinha pedido um milk-shake médio ou grande, de chocolate ou de baunilha, etc. O problema era que a oração nada tinha a ver com o que eu estava fazendo.
Assim, desta última vez, o Senhor começou a mostrar-me como ele gostaria que eu rezasse no trabalho. Ao colocar a essência no milk-shake, orava: “Que a vossa graça venha sobre este freguês. Que ele prove da vossa vontade.” Ou quando punha calda de chocolate num sorvete, pedia ao Senhor que coroasse o freguês com a coroa da vida.
· A justiça como sua couraça: se há alguma coisa errada no mundo espiritual com a situação ou pessoa pela qual estamos orando; oramos até que venha a reconciliação, a justiça de Deus;
· O Zelo da propagação do evangelho da paz como calçado: nossa intercessão tem de ser motivada pela ânsia profunda e verdadeira de promover o Evangelho;
· A Fé como escudo: pela intercessão confiamos piamente que Deus é capaz e pode fazer tudo por aquela situação ou pessoa pela qual oramos;
· O Capacete da salvação: pela intercessão aceitamos o dom da salvação e submetamos nossa vontade ao senhorio de Jesus; e
· A Espada do Espírito, a Palavra de Deus: nossa intercessão é e deve ser guiada pela palavra de Deus, pelo Espírito Santo buscando sempre fazer a vontade e o desejo de Deus e esquecer minhas próprias idéias e vontades para aquela situação e ou pessoa pela oramos.
Uma vez equipados com a armadura de Deus estamos prontos para a ação em nossa batalha espiritual. E a maneira por que empreendemos a ação é a oração. Mas Paulo não quer dizer apenas orar uma vez por dia, num tempo determinado de oração, nem uma vez por semana, se não formos tão fiéis aquele tempo determinado. Eles nos diz para rezarmos em toda oportunidade, no Espírito, constante e atentamente.
Temos de pedir ao Senhor que inspire-nos com algumas idéias sobre como podemos “orar em toda oportunidade” e “orar constantemente”, como levar nossa oração a outros momentos do nosso dia.
Paulo pede especialmente orações por seu próprio ministério como apóstolo – alguém que proclame o evangelho aos outros. Devemos interceder regularmente pelos missionários, padres, evangelistas, professores de religião, e outros que foram encarregados desta tarefa e em resposta ao pedido de Paulo que pessoas ou situações específicas possam ser acrescentadas a nossa lista de intercessão para serem encorajadas a proclamarem o Evangelho.
“Rezem em toda oportunidade”, insiste São Paulo conosco. E, de novo: “Estejam vigilantes, com toda perseverança e súplica por todos os santos”.
A princípio, o pensamento de rezar constantemente pode parecer assustador. Afinal, a maioria das pessoas acha difícil bastante rezar apenas meia hora por dia. Precisamos seguir a direção do Espírito Santo quanto ao momento e como orar por nossas intenções regulares. Normalmente, não é possível espremê-las todas aí.
No entanto, de fato, orar “constantemente” e “em toda oportunidade” pode, realmente, ser mais fácil para alguém com uma agenda muito cheia do que conseguir um tempo fixo de oração. Tudo o que exige é atenção, de modo que você se lembre de rezar através do dia, e, talvez, alguma criatividade para ministrar sua oração com outras atividades.
Sabe-se de uma partilha de uma jovem que explicou como o Senhor a tinha ensinado a “orar incessantemente” em seu emprego temporário de verão, numa sorveteria. Disse ela: “Nas outras vezes, eu tentei orar enquanto trabalhava, mas nunca durava muito. Eu tentava dizer o “Pai-Nosso” ou a “Ave-Maria” enquanto aprontava o pedido do freguês. E logo tinha que parar e tentar lembrar se tinha pedido um milk-shake médio ou grande, de chocolate ou de baunilha, etc. O problema era que a oração nada tinha a ver com o que eu estava fazendo.
Assim, desta última vez, o Senhor começou a mostrar-me como ele gostaria que eu rezasse no trabalho. Ao colocar a essência no milk-shake, orava: “Que a vossa graça venha sobre este freguês. Que ele prove da vossa vontade.” Ou quando punha calda de chocolate num sorvete, pedia ao Senhor que coroasse o freguês com a coroa da vida.
E disse que esse novo método de oração mudou completamente sua atitude para com o trabalho. “Enquanto antes, eu achava desagradável ir para aquele lugarzinho quente e pegajoso, agora eu gostava de trabalhar lá. O Senhor me deu um tipo de oração para, praticamente, cada coisa que eu tinha que fazer. Assim, eu estava numa oração incessante, enquanto durava o meu turno.”
Orar incessantemente não é nada impossível. Se significa parar na escrivaninha por apenas um minuto cada hora, ou para umas poucas palavras de intercessão, ou rezar enquanto dobra a roupa lavada ou cozinha, há momentos que podemos transformar em intercessão por aqueles que amamos.


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