sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Oba!!! É Festa!!!


“ No mês das espigas, cuida de celebrar a Páscoa em honra do Senhor, teu Deus, porque foi nesse mês que ele te fez sair do Egito, durante a noite. Imolarás ao Senhor, teu Deus, em sacrifício pascal, gado grande e miúdo, no lugar que ele tiver escolhido para aí residir o seu nome. Não comerás pão fermentado com essas vítimas; durante sete dias comerás pão sem fermento, um pão de aflição, porque saíste às pressas do Egito, para te lembrares assim durante toda a tua vida do dia de tua partida. Durante sete dias não se verá fermento em toda a extensão do teu território; e, da carne que tiveres imolado à tarde do primeiro dia, nada se guardará até pela manhã. Não poderás imolar a Páscoa em qualquer das moradas que o Senhor, teu Deus, te há de dar; mas somente no lugar que o Senhor, teu Deus, tiver escolhido para aí habitar o seu nome, é que imolarás ,a Páscoa, à tarde, depois do pôr-do-sol, à hora em que saíste do Egito. Cozerás e comerás a vítima no lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus. Ao amanhecer, voltarás para a tua tenda. Durante seis dias comerás pães ázimos e, no sétimo dia, dia em que não farás trabalho algum, haverá uma assembléia solene em honra do Senhor, teu Deus. Contarás sete semanas, a partir do momento em que meteres a foice em tua seara. Celebrarás então a festa das Semanas em honra do Senhor, teu Deus, apresentando a oferta espontânea de tua mão, a qual medirás segundo as bênçãos com que o Senhor, teu Deus, te cumulou. Alegrar-te-ás em presença do Senhor, teu Deus, com teu filho, tua filha, teu servo e tua serva, o levita que vive em teus muros, assim como o estrangeiro, o órfão e a viúva que vivem no meio de ti, no lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus, para aí habitar o seu nome. Lembra-te de que foste escravo no Egito, e cuida de observar estas leis. Celebrarás a festa dos Tabernáculos durante sete dias, quando tiveres recolhido o produto de tua eira e de teu lagar. Alegrar-te-ás nessa festa, com teu filho, tua filha, teu servo e tua serva, assim como o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem em teus muros. Durante sete dias festejarás o Senhor, teu Deus, no lugar escolhido por ele, porque ele te abençoará em todos os teus frutos e em todo o trabalho das tuas mãos, e estarás assim na alegria. Três vezes por ano, todos os vossos varões se apresentarão diante do Senhor teu Deus, no lugar que ele tiver escolhido: na festa dos Ázimos, na festa das Semanas e na festa dos tabernáculos: não aparecerão diante do Senhor com as mãos vazias. Cada um dará segundo o que tiver, em proporção das bênçãos que o Senhor, teu Deus, lhe tiver dado.” (Deut 16, 1-17)
A vida é feita de deveres e responsabilidades, mas também de direitos e privilégios. Todo mundo sente a necessidade de parar de vez em quando para se alegrar. Felizmente, temos sempre algum motivo para festejar. São os aniversários, formaturas, comemorações, vitórias, celebrações, etc. E há momentos em que ninguém resiste. E o melhor é reunir os familiares, amigos, irmãos e comemorar.
O povo de Deus é o povo mais feliz da terra. O Deus que salva também concede uma alegria duradoura e real. Ninguém dispõe de melhores motivos para festejar do que o povo de Deus. As festas estão na moda. Mas, há festas e festas! E aí, torna-se necessário considerar este envolvente tema. Constantemente, somos indagados sobre a participação em festas e principalmente os jovens que possuem bastante energia para queimar.
Considerando as festas de Israel, o povo escolhido por Deus, que era bastante festeiro, nós percebemos que durante todo o ano, várias comemorações os envolviam. Por exemplo: as três principais festas – Páscoa, Pentecoste e Tabernáculos – foram ordenadas pelo próprio Deus e deveriam ser observadas com regularidade. Nas celebrações o povo comemorava, mas também recordava a sua história. Eles festejavam ( e lembravam) dos feitos do Senhor em seu favor. Eram festas muito envolventes. Todo mundo deveria participar dos festejos que duravam vários dias. Uma alegria contagiante tomava conta do povo que celebrava diante do Senhor. Eram muito fortes os motivos das celebrações religiosas. O povo interrompia as suas atividade e um clima de alegria e entusiasmo tomava conta de todo mundo. O aspecto mais importante das festas de Israel diz respeito à dimensão religiosa: o povo festejava diante do Senhor.
Atualmente, as festas pecam principalmente porque ignoram o Senhor. Daí, os desvios passam a ocupar o lugar principal dos festejos. O resto é só consequência. Precisamos resgatar este aspecto em nossas celebrações.
Muita gente faz ou participa de uma festa buscando cura para os seus problemas. Dizem por aí: “ vou afogar a minha tristeza”. Na verdade, mais dias, menos dias, todos nós precisamos dar um tempo em nossos afazeres e distrair um pouco. Porém, deve-se entender que as festas são para celebrar e comemorar nossas alegrias. A parte mais importante da festa é a sua motivação. Neste aspecto pode-se dizer que o cristão é quem dispõe de melhores condições para festejar. Ele sabe que a alegria só é concedida pelo Senhor, como parte do fruto espiritual (Gl 5,22).
Todos nós enfrentamos problemas. Mas, não se festeja simplesmente para fugir ou esquecer os problemas. Festeja-se porque há alegria e motivação de sobra para se comemorar. E aí, fica “gostoso” reunir o pessoal e festejar. Ao final das parábolas dos perdidos ( a ovelha, a dracma e o filho – Lucas 15) Jesus menciona a celebração de uma alegria envolvente. Na última, o pai celebra o retorno do filho pródigo com uma grande festa, onde a música, as danças, comida, integravam a comemoração. “Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria!”(Sl 125,3) A expressão de vitória pode ser traduzida na expressão apocalíptica: “Por isso alegrai-vos, ó céus, e todos que aí habitais.”(Ap 12,12)
As pessoas sempre perguntam: “Eu posso fazer isso?” O ensino de São Paulo nos orienta: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma”(I Cor 6,12). Muitas coisas não são proibidas e, portanto, não é pecado. Porém, a disciplina cristã fala mais alto. Algumas atitudes são evitadas devido à convivência, ao bom senso e ao testemunho cristão.
Só Jesus pode dirigir nossa vida. Por amor a Ele, abrimos mão de muitas coisas. Daí, as nossas festas são caracterizadas pela orientação de Jesus. Em Caná da Galiléia, Jesus participou de uma Festa de Casamento, onde realizou o milagre da água e do vinho (Jo 2). O cristão não é um extraterrestre. Ele não pode viver alienado do mundo como se vivesse em um convento.
Nós temos o direito de celebrar a nossa alegria. Promovemos festas. Participemos de festas. Porém, somos seres inteligentes e não vamos estragar uma festa com exageros e excessos que descaracterizam a nossa mensagem. Moderação, bom senso, equilíbrio, fazem parte de nosso testemunho cristão. Tudo o que fizermos deve glorificar o nome de Jesus. Vamos festejar sim! Celebrar a nossa festa em nome e para a glória do Senhor!
Acima de tudo que não esqueçamos a festa principal da Celebração Eucarística, pois ali é próprio Jesus que nos chama a festejar com Ele, os Santos, os Anjos e Maria Santíssima o Amor que Deus tem por nós.

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