“Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido. Sabeis perfeitamente o que deveis fazer para nos imitar. Não temos vivido entre vós desregradamente, nem temos comido de graça o pão de ninguém. Mas, com trabalho e fadiga, labutamos noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos direito para isso, mas foi para vos oferecer em nós mesmos um exemplo a imitar. Aliás, quando estávamos convosco, nós vos dizíamos formalmente: Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer. Entretanto, soubemos que entre vós há alguns desordeiros, vadios, que só se preocupam em intrometer-se em assuntos alheios. A esses indivíduos ordenamos e exortamos a que se dediquem tranqüilamente ao trabalho para merecerem ganhar o que comer. Vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.”(II Tes 3,6-16)
Os jovens de hoje não aceitam mais ficar assistindo a vida dos adultos. Eles querem participar e cavam o seu espaço em várias áreas da vida comum. Mesmo os adolescentes já reivindicam a sua oportunidade. E isto é muito bom! Lanchonetes, escritórios, fábricas, já contam com o ótimo resultado com a mão de obra de jovens e adolescentes. Daqui a pouco todos estarão envolvidos em vários setores da vida comum. Nada melhor do que começar a se preparar bem para disputar o competitivo mercado de trabalho.
Muita gente vê o trabalho como um fardo pesado. Não são poucos os que sonham diariamente com suas férias, ou pelo menos, com os recessos e feriados, ou no mínimo o fim de semana, que permitem uma “esticada”. Do outro lado, há pessoas tão (pre) ocupadas com o trabalho que se tornam escravas do trabalho. São os “workoolicks”, isto é, viciados em trabalho.
O trabalho é uma ordem de Deus. Ao criar o ser humano, Deus lhe ordenou o trabalho que seria realizado com prazer para o bem estar da humanidade (Gn 1,28; 2,15). Mas, o pecado desvirtuou o trabalho, tornando-o penoso, árduo, suado (Gn 3,15-20). Todavia, somos cooperadores do criador na preservação do mundo. Somos parceiros do Deus que continua a trabalhar em nosso favor. Como alguém já disse: é sempre um prazer trabalhar com Deus.
Por que trabalhar?Antes de tudo, porque ordenou. Porém há vários outros motivos para o exercício do trabalho.
O trabalho é uma necessidade humana. Não fomos feitos para ficar de braços cruzados. O homem tem necessidades interiores que o conduzem ao trabalho: sentir-se útil e realizado pessoalmente, ganhar o seu sustento, ajudar os outros, conviver em grupo, etc. o trabalho dignifica o homem e o faz sentir-se de bem com a vida.
O trabalho é uma terapia. Ninguém gosta de se sentir inútil ou imprestável. Acumulamos muitas energias que precisam ser queimadas. No trabalho canalizamos o nosso potencial em algo útil e construtivo. Gente desocupada acaba inventando moda e prejudicando a si e aos outros.
O trabalho é um bem comum. Ao trabalhar participamos de uma grande rede de cooperação em favor da vida. É a dimensão social ou política do nosso amor. Ao trabalhar, oferecemos a nossa colaboração ao progresso do mundo, ao bem estar do nosso semelhante, ao crescimento das condições de vida. O reformador João Calvino criticava todos os preguiçosos e ociosos chamando-os de “parasitas inúteis que vivem do suor de outrem e que nada fazem para ajudar o gênero humano”.
O trabalho é a melhor forma de sustento. Hoje, inúmeras promoções oferecem vida fácil às pessoas: sorteios, cartelas premiadas, bingos, loto, sena, etc. Na verdade todo o lucro fácil termina em perda fácil. A Bíblia defende a remuneração do trabalho, apresentando-o como a melhor forma de sustentação da vida: “do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem” (Sl 128,2)
O Catecismo da Igreja Católica nos diz:
“ O trabalho humano procede imediatamente das pessoas criadas à imagem de Deus e chamadas a prolongar, ajudando-se mutuamente, a obra da criação, dominando a terra. O trabalho é, pois, um dever: "Quem não quer trabalhar também não há de comer" (2Ts 3,10). O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Também pode ser redentor. Suportando a pena do trabalho unido a Jesus, o artesão de Nazaré e o crucificado do Calvário, o homem colabora de certa maneira com o Filho de Deus em sua obra redentora. Mostra-se discípulo de Cristo carregando a cruz, cada dia, na atividade que é chamado a realizar. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrestres no Espírito de Cristo.
No trabalho, a pessoa exerce e realiza uma parte das capacidades inscritas em sua natureza. O valor primordial do trabalho está ligado ao próprio homem, que é seu autor e destinatário. O trabalho é para o homem, e não o homem para o trabalho.
Cada um deve poder tirar do trabalho os meios para sustentar-se, a si e aos seus, bem como para prestar serviço à comunidade humana.” (2427-28)
O trabalho é muito importante para os cristãos. Mas como trabalhar?
Não basta simplesmente trabalhar. O mercado do trabalho é cada vez mais competitivo. O cristão participa desta “competição” e com vantagens, pois compreende o trabalho sob a ótica divina.
Tem gente que trabalha motivada pelos lucros. O trabalho deve ser uma vocação de Deus. Padres, Bispos e mesmo o Papa devem ser vocacionados; porém, de igual modo os profissionais liberais, técnicos, cientistas, artistas, enfim, todos devem trabalhar sentido-se vocacionados por Deus ocupando um posto que lhe foi designado por Deus.
Alguém já disse que “todo trabalho que merece ser feito, merece ser bem feito”. O trabalhador cristão deve se preparar bem para servir melhor, fazendo tudo com todas as forças, fazendo para o Senhor e não para os homens (Ec 9,10; Cl 3,23). Profissionais vocacionados, bem preparados e dedicados, enfrentarão com vantagens o problema do desemprego.
Há “trabalhadores” que não respeitam as leis de Deus e dos homens. O trabalhado deve ser desenvolvido com honestidade, dignidade, transparência. Deus deve aprovar o nosso trabalho. As leis que garantem salários justos, segurança, valorização, legalização, devem ser observados por patrões e empregados. É crime abusar e explorar o trabalho dos outros.
O trabalho deve ser bem dosado. Há pessoas que nunca dispõe de tempo para outras atividades do trabalho. Dependemos do nosso trabalho. Mas, é importante haver tempo para a família também, a Igreja, para si e principalmente para Deus.
É preciso pedir orientação de Deus para o trabalho de cada dia. Deus espera que todos os nosso atos estejam sujeitos à sua soberana vontade. O nosso trabalho deve ser realizado para a glória de Deus!
O trabalho é uma necessidade humana. Não fomos feitos para ficar de braços cruzados. O homem tem necessidades interiores que o conduzem ao trabalho: sentir-se útil e realizado pessoalmente, ganhar o seu sustento, ajudar os outros, conviver em grupo, etc. o trabalho dignifica o homem e o faz sentir-se de bem com a vida.
O trabalho é uma terapia. Ninguém gosta de se sentir inútil ou imprestável. Acumulamos muitas energias que precisam ser queimadas. No trabalho canalizamos o nosso potencial em algo útil e construtivo. Gente desocupada acaba inventando moda e prejudicando a si e aos outros.
O trabalho é um bem comum. Ao trabalhar participamos de uma grande rede de cooperação em favor da vida. É a dimensão social ou política do nosso amor. Ao trabalhar, oferecemos a nossa colaboração ao progresso do mundo, ao bem estar do nosso semelhante, ao crescimento das condições de vida. O reformador João Calvino criticava todos os preguiçosos e ociosos chamando-os de “parasitas inúteis que vivem do suor de outrem e que nada fazem para ajudar o gênero humano”.
O trabalho é a melhor forma de sustento. Hoje, inúmeras promoções oferecem vida fácil às pessoas: sorteios, cartelas premiadas, bingos, loto, sena, etc. Na verdade todo o lucro fácil termina em perda fácil. A Bíblia defende a remuneração do trabalho, apresentando-o como a melhor forma de sustentação da vida: “do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem” (Sl 128,2)
O Catecismo da Igreja Católica nos diz:
“ O trabalho humano procede imediatamente das pessoas criadas à imagem de Deus e chamadas a prolongar, ajudando-se mutuamente, a obra da criação, dominando a terra. O trabalho é, pois, um dever: "Quem não quer trabalhar também não há de comer" (2Ts 3,10). O trabalho honra os dons do Criador e os talentos recebidos. Também pode ser redentor. Suportando a pena do trabalho unido a Jesus, o artesão de Nazaré e o crucificado do Calvário, o homem colabora de certa maneira com o Filho de Deus em sua obra redentora. Mostra-se discípulo de Cristo carregando a cruz, cada dia, na atividade que é chamado a realizar. O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrestres no Espírito de Cristo.
No trabalho, a pessoa exerce e realiza uma parte das capacidades inscritas em sua natureza. O valor primordial do trabalho está ligado ao próprio homem, que é seu autor e destinatário. O trabalho é para o homem, e não o homem para o trabalho.
Cada um deve poder tirar do trabalho os meios para sustentar-se, a si e aos seus, bem como para prestar serviço à comunidade humana.” (2427-28)
O trabalho é muito importante para os cristãos. Mas como trabalhar?
Não basta simplesmente trabalhar. O mercado do trabalho é cada vez mais competitivo. O cristão participa desta “competição” e com vantagens, pois compreende o trabalho sob a ótica divina.
Tem gente que trabalha motivada pelos lucros. O trabalho deve ser uma vocação de Deus. Padres, Bispos e mesmo o Papa devem ser vocacionados; porém, de igual modo os profissionais liberais, técnicos, cientistas, artistas, enfim, todos devem trabalhar sentido-se vocacionados por Deus ocupando um posto que lhe foi designado por Deus.
Alguém já disse que “todo trabalho que merece ser feito, merece ser bem feito”. O trabalhador cristão deve se preparar bem para servir melhor, fazendo tudo com todas as forças, fazendo para o Senhor e não para os homens (Ec 9,10; Cl 3,23). Profissionais vocacionados, bem preparados e dedicados, enfrentarão com vantagens o problema do desemprego.
Há “trabalhadores” que não respeitam as leis de Deus e dos homens. O trabalhado deve ser desenvolvido com honestidade, dignidade, transparência. Deus deve aprovar o nosso trabalho. As leis que garantem salários justos, segurança, valorização, legalização, devem ser observados por patrões e empregados. É crime abusar e explorar o trabalho dos outros.
O trabalho deve ser bem dosado. Há pessoas que nunca dispõe de tempo para outras atividades do trabalho. Dependemos do nosso trabalho. Mas, é importante haver tempo para a família também, a Igreja, para si e principalmente para Deus.
É preciso pedir orientação de Deus para o trabalho de cada dia. Deus espera que todos os nosso atos estejam sujeitos à sua soberana vontade. O nosso trabalho deve ser realizado para a glória de Deus!

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