“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. 2.Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 11,1-2)
O futuro já chegou! Pelo menos é a sensação que nós temos quando olhamos as transformações que aconteceram no mundo. He bem pouco tempo atrás foram inventados a lâmpada elétrica, o automóvel, o avião e a televisão. Hoje, convivemos com satélites, aeronaves, celulares, equipamentos a laser, computadores. Agora é a vez da informática, da robótica, da cibernética, da engenharia. A modernidade está nos surpreendendo constantemente. Já não há mais condições se acompanhar os avanços da vida moderna. Este desenvolvimento chega a ponto de nos ameaçar. Certa vez um especialista disse que o conhecimento do homem ultrapassou sua sabedoria e este tem medo do que sabe.
Problemas considerados insolúveis em outras épocas, hoje são resolvidos sem grandes dificuldades. Por exemplo: atualmente, as pessoas se movimentam com facilidade em aeronaves supersônicas, carros sofisticados, metrô; os meios de comunicação diminuem as distancias e nos dão muito conforto, o nascimento de filhos de proveta ou do parto sem dor já não é mais novidades; o lazer ocorre com mais frequência nos espaços fechados através de equipamentos de alta tecnologia; e a Igreja?
A modernidade pode ser analisada na perspectiva cristã. Toda moeda tem dois lados. Há muita coisa boa na vida moderna. A modernidade traz facilidades e benefícios para todos. E ficamos realizados com tanto desenvolvimento no mundo. Mas por outro lado, a vida moderna convive com inúmeros problemas. Em nome (e por causa) do progresso, presenciamos inúmeros absurdos. Por exemplo: nas grandes e modernas cidades, os problemas de superpopulação, o aumento da criminalidade e da violência desafiam a sobrevivência humana; o homem conquistou a lua e viaja pelo espaço, mas milhões de pessoas não tem onde morar; gasta-se pesado em pesquisa interplanetária (inclusive buscando contatos imediatos de terceiro grau), mas muita gente morre de fome no mundo; as aeronaves facilitam o transporte, mas também beneficiam as guerras; as drogas são usadas para tratar doentes, mas também possibilitam o narcotráfico que rouba a vida de muitos, etc.
Deus concede inteligência ao homem. Mas, certamente não se agrada, nem aprova muitas das situações lamentáveis da vida moderna. Não podemos ignorar ou fugir de um questionamento à modernidade. Precisamos tratar deste assunto de frente, mesmo que isto incomode o nosso conforto e comodidade. São Paulo apresenta algumas atitudes adequadas de como devemos nos colocar frente à modernidade:
1) Não se conformar:
O cristão não se conforma com o presente século, isto é, ele não torna a forma do mundo. O seu referencial (padrão) é a Palavra de Deus. As mudanças que contrariam os princípios cristãos devem ser rebatidos e combatidos, demonstrando a inconformação cristã. Neste aspecto, podemos dizer que somos “inconformados”.
2) Transformar:
Diferente do que muita gente pensa, o cristão não é alguém ignorante, atrasado ou ultrapassado. Ele também se atualiza e acompanha com interesse as mudanças do mundo moderno. Isto significa renovar a mente. É necessário rogar ao Senhor que nos conceda uma mente aberta e uma visão ampla da realidade. Também precisamos atualizar os nossos métodos para acompanhar as transformações do mundo. Devemos manter a Bíblia em uma mão e o jornal na outra.
3) Agir:
Os problemas do mundo moderno exigem respostas. Compete ao cristão orar em favor desse assunto, mas também agir influenciando o mundo, como sal, luz e fermento. Infelizmente, muitos se contentam a criticar os desacertos da vida, sem nada fazer. Devemos aproveitar as oportunidades e ganhar mais espaço na sociedade para influenciá-la positivamente.
O nosso cristianismo não pode envelhecer. Precisamos de Deus para estes tempos. Não devemos temer a modernidade, mas festejá-la. Trata-se de uma das maneiras pela qual Deus trabalha para libertar os homens do cativeiro. Não é maldição, nem benção pura. É antes uma oportunidade, um chamado a maturidade. Deus é mais plenamente Deus onde o homem se torna mais plenamente homem. Avancemos rumo àquela plenitude de maturidade, que é a atitude própria de todos os filhos de Deus.

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