Lançando um olhar sobre o mundo e a sociedade em que vivemos hoje, nos deparamos com muitos desafios. No campo do trabalho vivemos o império da técnica. Os meios de comunicação nos impõem uma cultura única que nos leva a perda de referenciais importantes para nossa segurança e identidade cultural e pessoal. Esse fenômeno que vivemos hoje – a chamada pós-modernidade – leva o ser humano ao individualismo, fechando-se para a solidariedade e a partilha; ao desejo de auto-satisfação a todo custo; à perda de valores e à dificuldade de aceitar compromissos estáveis e definitivos.
Essa situação nos afeta como pessoas; afeta as relações e os compromissos familiares; afeta nossa espiritualidade, nossa vivencia da fé. Num mundo onde tudo é descartável torna-se difícil assumir compromissos estáveis. Se nossa vida não estiver “alicerçada na rocha”, se não soubermos a “razão da nossa esperança”, será difícil perseverar. Por isso, hoje, nos formar é uma necessidade urgente na Igreja.
Quando pensamos em formar formadores vemos que precisamos ir à fonte, beber da água limpa. A Fonte na qual a Igreja bebeu nestes dois mil anos de ida e história: Jesus de Nazaré, o enviado do Pai. Precisamos mergulhar no mistério da pessoa de Jesus: sua Encarnação e vida pública, Paixão, Morte, Ressurreição e Glória. Jesus é o Mestre. Se tivermos outro fundamento nossa formação será “construída sobre a areia”.
Nicodemos veio, à noite, a Jesus e lhe disse: “Rabi, sabemos que és um mestre enviado por Deus...” (Jo 3,2).
O Evangelho de S. João mos conta a história de Nicodemos, um doutor da Lei, notável em Israel, que percebeu que precisava ir além em sua fé e conhecimento. Depois de viver toda uma vida como fariseu, conhecedor e observador da Lei, ele percebeu que a observância da Lei não dava a justificação, e se tornara um fardo muito grande. Nicodemos precisava de uma experiência de salvação. E essa experiência de salvação só Jesus pode dar.
A história de Nicodemos nos mostra que não importa o tempo de caminhada ou o que pensamos já ter aprendido, precisamos sempre reconhecer que nada sabemos e deixar que o Mestre nos ensine. Olhando para nossas vidas, podemos nos perguntar: Há quanto tempo eu não tenho uma experiência de salvação?
“És Mestre...” – Jesus é reconhecido como Mestre, por seus amigos e discípulos, pelo povo e também pelos escribas e fariseus. O próprio Jesus assume ser Mestre (cf Jo 13,13-14), aliás, é um dos poucos títulos que ele atribui a si mesmo.
No tempo de Jesus, os mestres em Israel eram leigos que ensinavam a viver, isto é, a conhecer e a fazer a vontade de Deus (o sentido da vida). Ensinavam pelo exemplo; sua autoridade não se baseava em títulos ou estudos, mas em suas vidas. Geralmente aceitavam um pequeno grupo de iniciados como discípulos.
Vemos no Evangelho de João como Jesus começou a reunir o seu grupo de discípulos (cf Jo 1,35,39). Jesus primeiro os questionou: A quem procurais? Jesus penetrou em seus corações, conheceu suas necessidades, o desejo de encontrar a Deus. Eles já eram discípulos de João Batista e, portanto, tementes a Deus, mas procuravam algo mais. Ao encontrar Jesus, reconheceram nele o Mestre, quiseram ficar com ele, e por isso perguntaram: Onde moras? Jesus, conhecendo o desejo de seus corações, os convidou: Vinde e vede. A partir daquele dia não mais deixaram Jesus, ficaram com ele, aprendendo com o Mestre. Entraram na escola de vida de Jesus que é uma escola para a vida toda.
Os discípulos o chamavam de Rabi (meu mestre): os dois discípulos de João Batista (Jo 1,38), Natanael (Jo, 1,49) e Maria Madalena (Jo 20,16). Mais do que mestre de doutrina e lei, Jesus era mestre de caminho de vida (transformação). Os primeiros cristãos falavam de si mesmos como seguidores do Caminho (cf. At 9,2).
ENVIADO POR DEUS... Para nos falar, nos ensinar: Deus, seu povo escolhido, revela-se agora inteiramente por meio de seu Filho. A Encarnação de Jesus é a intervenção definitiva de Deus na história. Pela humanidade de Jesus temos acesso a Deus (cf Hb 1,1-2).
JESUS começou sua missão de ensinar na Galiléia, sua província natal e a região mais populosa da Palestina daquele tempo. A Galiléia era uma província mal vista pelos dirigentes religiosos de Jerusalém, era chamada a Galiléia dos gentios. De acordo com o primeiro livro dos Reis, quando Salomão estava construindo o templo, entregou 10 cidades da Galiléia ao rei de Tiro e Sidon (cf. 1 Rs 9,11). Desde então, os judeus que viviam em Jerusalém, na província de Judéia, olhavam com desprezo para a Decápole (palavra grega para 10 cidades) e para os judeus que nela viviam. Começaram a chamar a região de Galiléia das nações ou Galiléia dos gentios.
A Galiléia era também uma encruzilhada de rotas ou estradas. Por ela passavam os romanos, os gregos, os sírios, os babilônios, os persas e os egípcios. O começo da missão de Jesus pela Galiléia revela o caráter universal da salvação.
Se Jesus foi este Mestre para todos, por que não deixar Ele ser nosso Mestre já que se encontra vivo e presente no nosso meio?
Quando pensamos em formar formadores vemos que precisamos ir à fonte, beber da água limpa. A Fonte na qual a Igreja bebeu nestes dois mil anos de ida e história: Jesus de Nazaré, o enviado do Pai. Precisamos mergulhar no mistério da pessoa de Jesus: sua Encarnação e vida pública, Paixão, Morte, Ressurreição e Glória. Jesus é o Mestre. Se tivermos outro fundamento nossa formação será “construída sobre a areia”.
Nicodemos veio, à noite, a Jesus e lhe disse: “Rabi, sabemos que és um mestre enviado por Deus...” (Jo 3,2).
O Evangelho de S. João mos conta a história de Nicodemos, um doutor da Lei, notável em Israel, que percebeu que precisava ir além em sua fé e conhecimento. Depois de viver toda uma vida como fariseu, conhecedor e observador da Lei, ele percebeu que a observância da Lei não dava a justificação, e se tornara um fardo muito grande. Nicodemos precisava de uma experiência de salvação. E essa experiência de salvação só Jesus pode dar.
A história de Nicodemos nos mostra que não importa o tempo de caminhada ou o que pensamos já ter aprendido, precisamos sempre reconhecer que nada sabemos e deixar que o Mestre nos ensine. Olhando para nossas vidas, podemos nos perguntar: Há quanto tempo eu não tenho uma experiência de salvação?
“És Mestre...” – Jesus é reconhecido como Mestre, por seus amigos e discípulos, pelo povo e também pelos escribas e fariseus. O próprio Jesus assume ser Mestre (cf Jo 13,13-14), aliás, é um dos poucos títulos que ele atribui a si mesmo.
No tempo de Jesus, os mestres em Israel eram leigos que ensinavam a viver, isto é, a conhecer e a fazer a vontade de Deus (o sentido da vida). Ensinavam pelo exemplo; sua autoridade não se baseava em títulos ou estudos, mas em suas vidas. Geralmente aceitavam um pequeno grupo de iniciados como discípulos.
Vemos no Evangelho de João como Jesus começou a reunir o seu grupo de discípulos (cf Jo 1,35,39). Jesus primeiro os questionou: A quem procurais? Jesus penetrou em seus corações, conheceu suas necessidades, o desejo de encontrar a Deus. Eles já eram discípulos de João Batista e, portanto, tementes a Deus, mas procuravam algo mais. Ao encontrar Jesus, reconheceram nele o Mestre, quiseram ficar com ele, e por isso perguntaram: Onde moras? Jesus, conhecendo o desejo de seus corações, os convidou: Vinde e vede. A partir daquele dia não mais deixaram Jesus, ficaram com ele, aprendendo com o Mestre. Entraram na escola de vida de Jesus que é uma escola para a vida toda.
Os discípulos o chamavam de Rabi (meu mestre): os dois discípulos de João Batista (Jo 1,38), Natanael (Jo, 1,49) e Maria Madalena (Jo 20,16). Mais do que mestre de doutrina e lei, Jesus era mestre de caminho de vida (transformação). Os primeiros cristãos falavam de si mesmos como seguidores do Caminho (cf. At 9,2).
ENVIADO POR DEUS... Para nos falar, nos ensinar: Deus, seu povo escolhido, revela-se agora inteiramente por meio de seu Filho. A Encarnação de Jesus é a intervenção definitiva de Deus na história. Pela humanidade de Jesus temos acesso a Deus (cf Hb 1,1-2).
JESUS começou sua missão de ensinar na Galiléia, sua província natal e a região mais populosa da Palestina daquele tempo. A Galiléia era uma província mal vista pelos dirigentes religiosos de Jerusalém, era chamada a Galiléia dos gentios. De acordo com o primeiro livro dos Reis, quando Salomão estava construindo o templo, entregou 10 cidades da Galiléia ao rei de Tiro e Sidon (cf. 1 Rs 9,11). Desde então, os judeus que viviam em Jerusalém, na província de Judéia, olhavam com desprezo para a Decápole (palavra grega para 10 cidades) e para os judeus que nela viviam. Começaram a chamar a região de Galiléia das nações ou Galiléia dos gentios.
A Galiléia era também uma encruzilhada de rotas ou estradas. Por ela passavam os romanos, os gregos, os sírios, os babilônios, os persas e os egípcios. O começo da missão de Jesus pela Galiléia revela o caráter universal da salvação.
Se Jesus foi este Mestre para todos, por que não deixar Ele ser nosso Mestre já que se encontra vivo e presente no nosso meio?

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