quarta-feira, 28 de setembro de 2011

IMITADORES DE DEUS



“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.”(Ef 5, 1-2) 
Estas palavras de São Paulo diz que nós só podemos imitar Deus porque temos a natureza dele. A natureza de Deus em nossa vida é o próprio Senhor morando em nós. A palavra diz: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados e progredi na caridade, (Efésios5: 1). O nosso grande desafio como filhos de Deus é sermos imitadores dele e vivermos em amor. Nunca poderemos nos esquecer disso ou permitir que a “poeira” do mundo encubra essa realidade. Se nos sentimos que isso está acontecendo, enchamo-nos com o Espirito Santo e reassumamos a nossa posição de filho de Deus. 
Pode estar certo do amor do Senhor. Em toda a bíblia, lemos demonstrações do Seu amor por nós. Vejamos as palavras de São João: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu (1Jo 3, 1)”. Precisamos nos convencer totalmente dessa realidade para nos ajudarmos e ao próximo também. 
Quando o diabo tentou Jesus no deserto, o ponto crucial em que o inimigo tentou acertar o seu dardo maligno foi a questão da filiação do mestre. O diabo disse: “Se és filho de Deus, manda que estas pedras se tornem pães [...] Se és filho de Deus, lança-te abaixo [...]” (Mateus4. 1-11). Jesus, porém, manteve-se inabalável, porque ele não duvidava, em nenhum momento, de que era filho de Deus. 
Nós também somos filhos de Deus: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu (1Jo 3, 1)”. Não importa o tipo de dificuldade que tenhamos ou se somos portadores de alguma deficiência, a nossa filiação é a de filho de Deus. Não permitamos que ninguém coloque isso em duvida, pois a duvida nos impedirá de ser um imitador do Pai. 
Ainda na carta de São João podemos ler: “Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é.”(1 Jo 3,2) 
O nosso grande problema é que não conseguimos ver o Senhor em plenitude, como realmente Ele é. Infelizmente, fazemos uma transferência da nossa imagem para imagem de Deus, sendo que deveríamos fazer o inverso: a imagem Dele na nossa imagem. Na realidade, muitas vezes, medimos Deus pelo nosso próprio tamanho, o que significa medir Deus pela nossa capacidade de crer, quando sabemos que Ele não tem medida, pois é o Todo-poderoso. 
Se somos nascidos de novo pelo poder do Batismo e confirmação da Crisma, então, somos filhos de Deus. É por isso que a bíblia diz: “Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo” (1 João 4.4). Sendo assim, quando o diabo e seus demônios vierem nos atormentar, podemos dizer em alto e bom som pra ele ouvir: EU SOU FILHO DE DEUS. Ser filho de Deus é ter a vida de Deus na sua vida, é ter à sua disposição o poder do nome de Jesus. 
Para que a vida de Deus em sua vida seja realmente realidade visível e eficaz para impactar o mundo e levar milhares de pessoas a Jesus, precisamos ser imitadores profundamente. Não é diferente em relação a Deus. Só poderemos imitá-lo se O conhecermos profundamente. E “O Senhor se torna íntimo dos que o temem, e lhes manifesta a sua aliança. (Salmos 25.14). 
Todos nós que tememos a Deus buscamos a Sua face e aprofundamos a nossa intimidade com Ele mediante a leitura da Palavra, a oração, o jejum e a adoração. É pelo “entranhável” conhecimento de Deus que passamos a ser, naturalmente, seus imitadores. E isso acontece quando a personalidade Dele fica de tal modo impregnada em nós que já não somos como antes, no tempo da antiga criatura, mas nos tornamos totalmente parecidos com ele, a ponto de podermos dizer como o apóstolo São Paulo: “Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” (1 Coríntios 11.1)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O PRIVILÉGIO DE SER FILHO DE DEUS!!!



Um dos sentimentos que mais machuca é o sentimento de orfandade. Algumas pessoas não conhecem o seu pai; na identidade delas consta apenas o nome da mãe no local da filiação. Isso porque o pai não quis saber do filho e abandonou a mãe quando ele ainda estava em seus primeiros dias de gestação. Há outros que ficaram órfãos de pai e mãe porque ambos faleceram ou simplesmente porque eles o abandonaram à sorte da vida. Esses filhos foram morar com seus parentes ou acabaram em um orfanato.
E ainda existem aqueles filhos que foram esquecidos por seus pais apesar de morarem com eles, são os órfãos de pais vivos. Outros que foram jogados “fora” e abandonados como uma mercadoria estragada. Os noticiários sempre mostram casos de crianças que foram literalmente jogadas em latas de lixo, enroladas em sacos plásticos e lançadas em rios poluídos. Filhos abandonados por pais que não queriam a responsabilidade de cuidar dessa “mercadoria”, desse filho indesejado. Quando são pegos, esses pais se debulham em lágrimas de “crocodilo” na tentativa de justificarem por que jogaram seus filhos fora. A expressão popular derramar “lágrimas de crocodilo”, usada para designar um choro fingido surgiu de um fato real que acontece com os crocodilos. Quando o animal come a presa, ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da orbita, o que faz com que os répteis lacrimejam.
Para alguns filhos a ajuda chegou tarde demais; para outros a ajuda trouxe uma oportunidade de viver. Essas vidas ficarão marcadas para sempre e terão na identidade a informação: “pais desconhecidos”.
         Existem ainda aqueles filhos cujos pais foram amorosos ao extremo, idolatrando-os e não lhes impondo limites nem lhes aplicando disciplina. Pela falta da correção certa, alguns se tornam marginais e se enveredaram pelo caminho das drogas, do crime e da prostituição. E, quando presos, culparam seus pais por não lhes terem dado os limites de que tanto precisavam.
Mas há um fato que supera toda dificuldade que o ser humano possa ter enfrentado ou ainda enfrenta como filho. Não importa o tipo de pai biológico que se tenha tido, existe um pai amoroso e verdadeiro. Existe um pai que sempre se portou com equilíbrio e equidade. Um pai que mesmo amando com a força indescritível, sabe a hora que precisamos ser corrigidos. Um pai que não se esconde na hora que mais precisamos dele. Um pai perfeito e justo. Esse pai que nunca vai desamparar-nos nem decepcioná-nos é Deus. Ele mesmo disse:
Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. (Isaías 49.15).
Quando nos sentimos sozinhos e não sabemos para onde ir ou a quem recorrer; se a dor da orfandade está nos consumindo, lembremos de que temos um pai que nos ama incondicionalmente e que nunca se esquecerá de nós. Acheguemo-nos a Ele com o coração aberto para receber tudo o que Ele tem pra dar. Acheguemo-nos a Ele com o coração desejoso em conhecê-lo profundamente para se relacionar intimamente com Ele. Deus é nosso pai amoroso, o nosso paizinho. Quando um dos discípulos de Jesus lhe pediu que os ensinassem a orar. Ele os ensinou: “quando orardes, dizei: Pai, santificado [...]” (Lucas 11.1-4). Neste momento, Jesus queria que seus discípulos conhecessem Deus como Pai, por isso ele não falou em hebraico, mas em aramaico “Aba, Pai”, porque o hebraico não possuía uma palavra capaz de traduzir a intimidade do coração do Pai. O aramaico era a língua do povo, e Aba, pai, paizinho, é uma expressão que carrega a força do amor e do cuidado do Pai, do único Pai perfeito e perfeitamente justo.
Jesus mostrou aos seus discípulos que Deus é Pai, e Ele nos ensina isso, hoje, pela palavra de Deus. Não nos relacionemos com Deus apenas como um ser superior, porque embora ele seja onisciente, onipresente e onipotente é também amor (1 João 4.8,16). O maior privilégio que temos como filhos de Deus é exatamente a liberdade de nos achegarmos a Ele com confiança, a qualquer momento (Hebreus 4.16). Podemos se aproximar de Deus do jeito que estamos e nos expor a intimidade do seu coração, mesmo porque ele já conhece tudo a nosso respeito. Quando abrimos nosso coração para Deus, o estamos reconhecendo como Deus e como Pai declarando a soberania Dele em nossa vida. Isso faz toda a diferença. Como filhos de Deus, temos o direito à vida eterna (João 3.16); à fé que move montes (Marcos 11.23); a vencer as forças do mal (Lucas 10.19); a fazer as obras que Jesus fez e outras ainda maiores (João 14.12); de sermos co-herdeiros com Cristo (Romanos 8.17); temos direito às moradas celestiais que Cristo foi preparar (João 14.12); a novos céus e novas terras (1 Pedro 3.13); a termos nossas orações atendidas (Mateus 21.22) e tantos outros privilégios que Deus nos garante em sua palavra.
O tempo de escravidão acabou. Não moramos mais numa senzala e não temos um capitão do mato nos perseguindo. Não mais estamos nas garras do diabo nem pertencemos ao reino das trevas. Agora, temos um Pai, Deus, o todo-poderoso, e pertencemos ao “reino do seu filho muito amado.” (Colossenses 1.13).
A grande dificuldade para alguns é que o referencial de Pai que têm é o de um pai omisso e distante. Um pai que não dialoga, não abraçava, não beijava, não fazia carinho, não tinha afeição alguma. Era um pai ausente. Outras vezes, era aquele pai que só conversa para disciplinar, que vivia mais como um policial, um inspetor, anotando todas as faltas para cobrar mais tarde. Não era um pai que incentivava e dizia: “Vá avante, caminhe! Estou com você! Não desanime!” Com um tipo de pai que só sabe dar ordens, o filho acaba por não encontrar espaço para crescer e se tornar um individuo completo, plenamente realizado. É por isso que alguns têm dificuldades em ver Deus como seu pai. A palavra diz para não vivermos atemorizados, porque não recebemos o espírito de escravidão, mas “o espirito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15).
A sua filiação é divina, e nossa identidade é a de filho de Deus. Por mais delicadas que sejam as situações que venhamos a enfrentar, podemos clamar: “Meu pai! Meu Paizinho”, e ele virá ao nosso socorro.
Não há um momento sequer que um filho deixa de ser filho do pai, porque há uma carga genética que os une; queiram ou não. Assim, como filhos de Deus, temos uma carga genética que nos é concedida pelo sangue de Jesus derramado na cruz do calvário. Somos filhos de Deus, adotados mediante o sacrifício de Jesus quando entregamos nossa vida a Ele.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uma nova identidade



Muitas pessoas em todo o mundo estão sofrendo porque não sabem quem são seus pais ou porque ficaram órfãos. Mas isso não é nada se comparado com o sentimento de orfandade espiritual. Existe uma força sem limites que se encontra no reconhecimento da filiação divina. Reconhecê-la e assumi-la é fator decisivo e o que ela implica? A Palavra de Deus nos ensina tudo a esse respeito.
Existe uma frase que diz: “Nós somos o que pensamos que somos quando estamos sozinhos”, ou seja, nós revelamos a nossa identidade a nós mesmos quando estamos sozinhos e não há ninguém perto de nós. É a nossa identidade secreta. Uma identidade, muitas vezes, terrível. Deus não nos chamou para sermos agentes secretos, para termos uma identidade diante das pessoas e, sozinhos, outra completamente diferente. Não, a nossa identidade não pode ter esse sentido “camaleônico”, ela tem de ser a mesma, independentemente de onde nos encontramos. Não podemos ser pessoas cujo caráter muda de acordo com os próprios interesses. Nossa personalidade tem de ser única e transparente.
Antigamente, as pessoas davam muito mais valor à palavra empenhada do que hoje. Um fio de bigode de um homem valia mais do que, hoje, contratos e promissórias. Todos devemos ter bom caráter, uma identidade que revele bons princípios e valores, mas principalmente o dos cristãos tem de revelar uma identidade compatível com sua filiação divina. Isso é fundamental para sermos bem-sucedidos e para que saibamos agir corretamente em todas as situações difíceis que certamente enfrentaremos ao longo de nossa vida.
O nosso sucesso tanto no mundo físico quanto no espiritual não depende de há quanto tempo fazemos parte da família de Deus, porque, assim como o filho pródigo, muitos vivem na casa do Pai, ao lado do Pai, mas não desfrutam nem da sua companhia nem das bênçãos Ele tem para cada um dos seus filhos. Muitos não compreendem o que verdadeiramente significa ser filho de Deus. Ele tem um tesouro reservado para você, mas nada mudará em sua vida se você não abrir a tampa deste imensurável baú.
A compreensão desta filiação divina e o consequente entendimento da nossa identidade em Deus fazem toda diferença em nossa vida. Abramos nosso coração e ouçamos Deus nos falar.
Se olharmos a parte de trás da carteira de identidade, veremos que ali consta o nome dos nossos pais, ou seja, a nossa filiação, dizendo de quem somos filhos. Hoje não é tão comum, mas antigamente as famílias exigiam saber de qual família eram os amigos de seus filhos. Se não fossem de uma família tradicional, nobre, eles não eram bem recebidos; além disso, os filhos ficavam proibidos de continuar a se relacionarem com eles. Embora isso não aconteça mais, pelo menos frequentemente, nós precisamos saber quem é o nosso Pai e também temos mostrar ao mundo a nossa filiação. Mas para isso, temos de ter a exata compreensão de quem somos em Deus.
O Pai é um amigo leal que sempre está disposto a ajudar o filho. Quantas vezes recorremos ao nosso pai para nos consolar, nos ajudar financeiramente, nos aconselhar e em tantas outras situações? Mas aqueles que, infelizmente não tem pai ou não sabem quem ele é, não podem fazê-lo. Quantas vezes, na batalha da vida, quando estamos em meio a pressões, enfrentamos as lutas impostas pela nossa sobrevivência neste mundo e até mesmo quando o diabo e seus demônios se levantam, nos esquecemos da nossa identidade, da nossa filiação? Não se fala, agora, sobre a nossa filiação terrena, como filhos de pai e mãe terrenos, mas da nossa identidade espiritual, como filhos do nosso Pai divino.
Quando nascemos de novo, não deixamos de ser filhos de nossos pais terrenos, mas a partir desse instante nos tornamos filhos de Deus. Assim, na nossa identidade espiritual, no local da filiação consta Deus como nosso Pai. O nosso novo nascimento não acontece como o natural, nascidos de uma mulher, mas, como disse Jesus, da água e do Espírito (João 3,5). Somos feitos filhos de Deus não mediante o parto de mulher, mas mediante o sacrifício de Jesus na cruz (João 1,12). Como crianças sem pai, perdidas e à mercê de toda maldade humana, estávamos perdidos em nossos pecados e à mercê de toda maldade do diabo. Quando entregamos nossa vida para Jesus, fomos libertados da escravidão de Satanás e conduzidos para a verdadeira liberdade de Cristo Jesus. Não precisamos viver amedrontados pelo que possa nos fazer o homem nem o diabo, porque não recebemos o espírito de escravidão para vivermos, outra vez, atemorizados, mas recebemos o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba Pai (Rm 8,15). Além disso, o Senhor está conosco, por isso podemos dizer: “Comigo está o Senhor, nada temo; que mal me poderia ainda fazer um homem?”(Sl 117,6). O Senhor “no seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade”(Ef 1,5). E isso não acontece por merecimento, porque pela graça somos salvos, mediante a fé; e isto não vem de nós; é dom de Deus; não das obras, para que ninguem se glorie (Ef 2,8-9). Uma obra perfeita para que todos nós possamos ter uma identidade única em Jesus. Somos filhos de Deus, mediante Jesus, e não podemos nos intimidar diante das presses do mundo físico e spiritual nem deixar que outras pessoas ou mesmo o diabo questione a nossa filiação divina. Temos certeza absoluta da nossa paternidade divina, porque “O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus”(Rm 8,16).
Lembremos em todos os momentos, em nós habita o Espírito Santo e que é o próprio Espírito do Senhor que testifica com o se espírito afirmando esta verdade absoluta: somos filhos de Deus. Assumamos essa nova identidade divina e tomemos posse de todos os privilégios que ela nos dá, mas não esqueçamos das resposabilidades que esse privilégio acarreta:
“Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele: aquele que afirma permanecer nele deve também viver como ele viveu.”(1 Jo 2, 4-6)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

São Paulo, um mestre

"Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima.Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição."(II Tim 4,1-8)

São Paulo nos ajudou muito no Ministério de ensinar e evangelizar. Ele é o grande mestre do “evangelizar sem descanso” (cf 2Cor 11,22s).
Podemos resumir sua metodologia respondendo algumas perguntas a respeito da evangelização feita por ele: Quando? Como? Onde? A quem?

Quando Paulo ensinava?

Paulo começou a ensinar imediatamente após a sua experiência de Jesus ressuscitado, na cidade de Damasco (cf 2Cor 11,32). Ele ensinava nas sinagogas (cf At 9,20); ensinava dia e noite (cf At 20,31); oportuna e inoportunamente (cf. 2Tm 4,2); sem descanso (cf. 2Cor 11,22ss).

Como Paulo ensinava?

Ele falava às multidões (cf. At 14,11); ensinava por meio de cartas (cf. Ef 6,22); por meio de visitas pessoais, particularmente a certas pessoas (At 13, 6-7); aproveitava os acontecimentos e dos fatos do dia-a-dia (cf. At 17,22); orando pelos seus formandos (cf. Rm 16,1-16; 1 Cor 1,4).

Onde Paulo ensinava?

No areópago ateniense, no barco (cf. At 27,21ss), na sinagoga (cf. At 13,14), na praça (cf At 17,170, ou seja, em qualquer lugar.
Ensinou nas oito grandes capitais: na do sarameus, Damasco, a Capital religiosa de Jerusalém, na capital política de Roma, na capital comercial de Antioquia, na capital da estética de Éfeso, na capital do pecado, Corinto, na capital cultural de Atenas e na capital dos “confins da terra”, Espanha.

A quem Paula ensinava?

Aos pobres, as mulheres, aos homens, ao carcereiro, diante de reis (rei Agripa), na casa de César, diante do governador Félix, no sinédrio, nos quartéis militares, nas casas, diante de príncipes e aos judeus e gentios.

Que São Paulo possa ser nosso grande exemplo de evangelização no mundo. São Paulo, rogai por nós!