“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.”(Ef 5, 1-2)
Estas palavras de São Paulo diz que nós só podemos imitar Deus porque temos a natureza dele. A natureza de Deus em nossa vida é o próprio Senhor morando em nós. A palavra diz: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados e progredi na caridade, (Efésios5: 1). O nosso grande desafio como filhos de Deus é sermos imitadores dele e vivermos em amor. Nunca poderemos nos esquecer disso ou permitir que a “poeira” do mundo encubra essa realidade. Se nos sentimos que isso está acontecendo, enchamo-nos com o Espirito Santo e reassumamos a nossa posição de filho de Deus.
Pode estar certo do amor do Senhor. Em toda a bíblia, lemos demonstrações do Seu amor por nós. Vejamos as palavras de São João: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu (1Jo 3, 1)”. Precisamos nos convencer totalmente dessa realidade para nos ajudarmos e ao próximo também.
Quando o diabo tentou Jesus no deserto, o ponto crucial em que o inimigo tentou acertar o seu dardo maligno foi a questão da filiação do mestre. O diabo disse: “Se és filho de Deus, manda que estas pedras se tornem pães [...] Se és filho de Deus, lança-te abaixo [...]” (Mateus4. 1-11). Jesus, porém, manteve-se inabalável, porque ele não duvidava, em nenhum momento, de que era filho de Deus.
Nós também somos filhos de Deus: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu (1Jo 3, 1)”. Não importa o tipo de dificuldade que tenhamos ou se somos portadores de alguma deficiência, a nossa filiação é a de filho de Deus. Não permitamos que ninguém coloque isso em duvida, pois a duvida nos impedirá de ser um imitador do Pai.
Ainda na carta de São João podemos ler: “Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é.”(1 Jo 3,2)
O nosso grande problema é que não conseguimos ver o Senhor em plenitude, como realmente Ele é. Infelizmente, fazemos uma transferência da nossa imagem para imagem de Deus, sendo que deveríamos fazer o inverso: a imagem Dele na nossa imagem. Na realidade, muitas vezes, medimos Deus pelo nosso próprio tamanho, o que significa medir Deus pela nossa capacidade de crer, quando sabemos que Ele não tem medida, pois é o Todo-poderoso.
Se somos nascidos de novo pelo poder do Batismo e confirmação da Crisma, então, somos filhos de Deus. É por isso que a bíblia diz: “Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo” (1 João 4.4). Sendo assim, quando o diabo e seus demônios vierem nos atormentar, podemos dizer em alto e bom som pra ele ouvir: EU SOU FILHO DE DEUS. Ser filho de Deus é ter a vida de Deus na sua vida, é ter à sua disposição o poder do nome de Jesus.
Para que a vida de Deus em sua vida seja realmente realidade visível e eficaz para impactar o mundo e levar milhares de pessoas a Jesus, precisamos ser imitadores profundamente. Não é diferente em relação a Deus. Só poderemos imitá-lo se O conhecermos profundamente. E “O Senhor se torna íntimo dos que o temem, e lhes manifesta a sua aliança. (Salmos 25.14).
Todos nós que tememos a Deus buscamos a Sua face e aprofundamos a nossa intimidade com Ele mediante a leitura da Palavra, a oração, o jejum e a adoração. É pelo “entranhável” conhecimento de Deus que passamos a ser, naturalmente, seus imitadores. E isso acontece quando a personalidade Dele fica de tal modo impregnada em nós que já não somos como antes, no tempo da antiga criatura, mas nos tornamos totalmente parecidos com ele, a ponto de podermos dizer como o apóstolo São Paulo: “Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo.” (1 Coríntios 11.1)



